Mudança Social - Parte 4 - A Minoria da Descentralização e o Blockchain

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Realidade social: violência, poder e mudança
Mudança Social - Parte 4 - A Minoria da Descentralização e o Blockchain


"Quando a existência é apenas subsistência, haverá resistência"- charlie777pt

Introdução


Nas últimas décadas, a democracia controlada pelo capitalismo e pelo imperialismo entrou em decadência, como resultado dos estados políticos e dos sistemas centralizados, que estão a desintegrar-se e a ruir, por não encontrarem soluções internas, pois estão subjugados pelo capital dos grandes grupos financeiros multinacionais que os dominam supra-nacionalmente.
O mito do aumento do consumismo e do crescimento eterno, estão a devorar o planeta Terra e a reduzir os direitos e solidariedade humanas.
As nações mais fracas ou aceitam a dependência e submissão aos países mais fortes e ,ou aceitam fechar negócios de compras de armas, ou farão parte da lista negra de países em que surgirão mais conflitos e guerras civis como campos de batalha fomentados pelo imperialismo.

1 - Os sinais de mudança


Esta introdução é apenas uma piada sobre teoria simples de sobre os sinais vivos de mudança social que experimentei e presenciei na minha vida.

"Onde não há luta pela liberdade, não há liberdade" - Benedictus de Spinoza

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A mudança social tem muitas origens, mas vamos ver alguns dos traços individuais e sociais dos grupos que geram fenómenos com propósitos disruptivos ou construtivos como o caos ou o equilíbrio.
Existem fenómenos sociais que são sinais disruptivos de uma mudança da segunda ordem na sociedade.

A Revolta (destruir o sistema sem alternativas - As Revoltas geram um caos imprevisível e duradouro, até que a antiga potência dominante se re-estruture.
Quando há um longo domínio fascista, a revolta pode acontecer, mas na maioria das vezes elas são mal sucedidos porque não há organização e o Poder sempre termina vencendo e derrotando a revolta como um reforço de controle e autoridade.

A Rebelião (contra o sistema para criar alternativas mas sem causa apenas originando rebelião) -
James Dean sempre me lembrou o "Rebelde sem Causa".
Eu era um rebelde na minha juventude (acho que ainda sou um rebelde revolucionário hoje, hehe) e o Punk foi uma das minhas referências como um movimento sem causa, exceto para expor a perspectiva de "nenhum futuro" para os jovens como o primeiro sinal do que continuou acontecer e ficou pior até hoje.

A Revolução (mudar o sistema, com alternativas - Mas normalmente os umbigos do líder transformam-se numa nova estrutura opressora centralizada de grupos controlados).
Eu vi isto acontecer em África e em Portugal nos anos 70, como um pesadelo despertando do fascismo de 50 anos, mas infelizmewnte a maioria dos que fizeram a revolução são hoje viciados no poder , e esqueceram-se dos sonhos de uma revolução para as pesoas e para o mundo.

Na minha experiência de vida, vi estes três sinais de disrupção da resistência contra o Sistema e compreendi que o único elemento comum é a insatisfação total com as restrições individuais, sociais, políticas ou económicas das situações de abuso de poder ou conduta coletiva antiquada.

O verdadeiro anti-conformismo e resistência são normalmente "classificados" pelo poder e pelos mídia como rebeldes, raivosos, revoltados ou renegados (eles nunca dizem revolucionário), mas temos um novo tipo de homem nas comunidades "blockchain" que eu vou chamar os "Resistentes".
O "Resistente" (um Agente de Mudança Resiliente) é um facilitador que defende a luta pela liberdade, com maneiras desafiadoras inovadoras e criativas para encontrar novos caminhos para os valores da vida humana mas que que nunca são atingíveis - pode-se praticar mas nunca se chega á perfeição :) - Viva "A Resistência" do Ciberespaço.

2 - Policracia ou Democracia


"Existência não é subsistência" - charlie777pt

A democracia real significa o controle pelos governos dos organismos sociais coletivos, tornando a existência humana como subsistência e eliminando a vida social a solidariedade humana.
A dominação imperialista não está a beneficiar internamente seus próprios cidadãos, pois só usa a ferramenta da guerra para criar mais caos, sofrimento, ódio e poder vender mais armas, sem perceber o que acontece a cada geração que tem sua juventude em guerras, eles voltam com traumas irreversíveis e problemas de socialização no inconsciente coletivo.
Quando uma nação faz sangue ela acaba a alimenta-se do seu próprio sangue.

Precisamos de criar uma "Policracia" como a nova teoria política nascida da descoberta, que a negociação de maiorias com os novos valores das minorias, em vez de sua negação, é mais benéfica globalmente para toda a sociedade.
A atual Democracia transformou-se na aniquilação dos interesses das minorias pela preservação dos privilégios das maiorias dominantes, que por sua vez são controladas por uma maioria que preverte o sistema económico do verdadeiro capitalismo livre, descentralizado e desconcentrado do empreendedorismo.

As regras sociais uniformizadoras das relações intra-grupais, são consubstanciadas em normas que definem as nossas expectativas, como previsões das condutas dos outros e do que eles esperam e predizem do nosso comportamento, e as minorias são uma ameaça para esse equilíbrio.
O grande debate é que as formas da ordem social de um grupo se baseiam na subordinação total do indivíduo aos interesses e à vontade coletiva do grupo ou se os direitos individuais sendo diferentes estão acima das normas grupais numa policracia duma "anarquia existencialista".

3 - O "Blocknet" da Resistência Descentralizada


"A verdadeira globalização é a descentalização no "Blocknet"." - charlie777pt

Nakamoto, a entidade ou pessoa que criou a tecnologia transational que suporta a descentralização social, é um exemplo de um presente para a humanidade, mostrando que um ou alguns podem fazer uma tão grande mudança social e influenciar uma sociedade da qual nós estamos agora apenas a arranhar a ponta do iceberg.
O casamento especial de uma revolução técnica do blockchain com a teoria evolucionista supra-social da descentralização é a mais influente Re-evolução da nossa era da pós-centralização.
Os cidadãos do "Blocknet" de todo o mundo, são uma revolução com alternativas de funcionamento muito claras para descentralizar a estrutura de controle do poder e da sua dominação sobre os mercados, a economia e o destino do planeta.
Trata-se de um movimento total, não violento, e anti-poder ciber-globalizado, com a particularidade de ter uma solução para demonstrar a obsolescência da maquinaria estatal centralizada.

Os movimentos anarquistas, ativistas e voluntaristas de contestação e resistência inorgânicas(sem organização e liderança definida) , pela sua própria natureza, tendem a diluir-se por desconsiderar sua própria filosofia de negação da concentração e centralização de poder, e que outros grupos políticos com liderança são capazes de direcionar essas forças para si mesmos.
Os movimentos anarquistas pela sua filosofia tendem a dissolver-se porque não há emanação centralizada de poder na ideologia.
Os ativistas, por vezes, vêm das classes privilegiadas da sociedade, porque sentem a decadência de suas próprias origens sociais e têm uma enorme identificação com os problemas dos grupos desfavorecidos, cujos direitos não são aceites pelas maiorias dominantes.

Uma geração hedonista juvenil, conformista e individualista, abre as portas para a ideologia aliada do falso liberalismo, moldada pelo poder na sua mente, usando a mídia e a dependência de dispositivos, para desconectar pessoas de outras pessoas e fazer o funeral da solidariedade humana.
Esta nova geração sofreu uma lavagem cerebral baseada no mito das nossas nações imperialistas e no inatingível sonho burguês de uma sociedade democrática, criando um "papão" (boogie man) sino-soviético como os demónios do centralismo de estado profundo, para distrair a nossa atenção para seus assuntos internos de poder e esconder a incapacidade de resolver problemas sociais.
Há um desejo incontrolável de resistir à destruição do nosso planeta e à morte da democracia e do capitalismo injusto pela ação coletiva.

"Fazer amor, não a guerra"( "Make love, not War"), foi a mensagem mais conhecida e a maior do movimento das primeiras utopias anti-sistema e do forte ativismo por parte dos intelectuais e estudantes e posteriormente apoiado por toda a classe trabalhadora.
Os componentes do paradigma da complexidade são ordem e desordem, mas a melhor maneira de lidar com a mudança, como se vê na biologia e em termos sociais, parece ser a auto-organização em sistemas descentralizados partilhados.

Usando uma parafrase de Maio de 68, as atuais desigualdades sociais são uma ogiva e as mudanças climáticas são uma bomba atómica, com descontentamento e desilusão com o poder injusto do Estado e das instituições.
O Maio de 68 foi uma grande explosão do choque entre política e a cultura, uma resistência socio-económica, uma mentalidade subversiva, um movimento espontâneo e criativo, mudando a ordem social vigente, rejeitando o autoritarismo, o militarismo, o conservadorismo e as guerras.

O que começou com um movimento pacífico acabou em ações violentas, confrontos com a polícia e um discurso radical.
O envolvimento do movimento do existencialismo, bem visível em uma das maiores figuras do movimento - Jean-Paul Sartre - promovendo a igualdade da comunidade e o direito de ser diferente na caquética França da época.
O consumo atual é um detonador e o crédito é uma explosão na economia do planeta, porque as pessoas estão a compensara sua perda de poder de compra com empréstimos, para pagar ainda mais juros aos banqueiros(banksters) por bens que não são essenciais para a sobrevivência, apenas para alimentar o desaparecimento do seu ego humano, que está a ser possuído pela religião do mecanismo do consumismo consumindo o consumidor.

O blockchain como uma plataforma com um consenso técnico, apoiando uma economia de comunidades cibernéticas descentralizadas e em consenso social cria condições para o surgimento deste nova Policracia livre do consentimento imposto pelos governos, sem nosso escrutínio de seu exercício de poder, favorecendo uma minoria que concentra o capital financeiro e manipula o estado profundo.

O Steemit é uma minoria nas mídias sociais de partilha do pensamento coletivo e o berço onde as pessoas estão a aprender a lidar com a realidade de um blockchain descentralizado (qualquer um pode entrar e competir), mas, por outro lado, é um ecossistema anarco-capitalista aberto ao empreendedorismo de empresas centralizadas como a Steemit inc (por direito de ser o melhor e total desenvolvedor da interface) e alguns pequenos jogadores como busy.org , entre outros.

A cripto-economia da nossa plataforma social tem a mesma pirâmide esperada de distribuição de riqueza da sociedade atual, mas é uma escada aberta para pessoas que querem contribuir e dar muita atenção antes de serem recompensadas e obterem uma reputação.
O blockchain e o Steemit não são, e não podem ser, por enquanto, uma plataforma descentralizada em relação aos objetos (steem power e poder de "vests" - votação).
Ainda não é viável no próprio desenvolvimento da sociedade e nem mesmo nas teorias anarco-capitalistas, porque ainda acreditamos no princípio da propriedade privada.

O Blockchain é uma nova ciência e a mais avançada ferramenta para combater o Sistema, sendo a prova real da sua ausência, com as possibilidades de uma governança transparente totalmente descentralizada, com transações com contratos inteligentes (smart contract) de activos ou bens, justiça descentralizada e práticas de educação aberta para todos.
O anarco-capitalismo, o blockchain ou o Steemit são Comunidades Igualitárias em relação às pessoas, mas existe uma Sociedade Hierárquica em relação aos objetos ou ativos (cripto-ecomomia).
Satoshi Nakamoto criou uma singularidade para transformar o atual capitalismo selvagem de volta ao anarco-capitalismo ético no mundo eletrónico e baseado nos valores humanos.

Hoje, os cidadãos que habitam no blockchain são uma minoria muito poderosa que pode fazer uma mudança de segunda ordem no mundo com comunidades descentralizadas com economia livre e mercado participativo.
O "Blocknet" mais conhecido como "Internet descentralizada" terá uma curva semelhante de uso e crescimento de utilizadores como a primeira web em 1994, como uma futura matriz para adoção de criptografia para identidade, armazenamento de valor, ativos, pagamentos

Mas temos os riscos do poder centralizado atacar os "nós" onde a descentralização ainda está conectada ao mundo da economia centralizada e aos bancos, e o problema das criptomoedas serem usadas apenas para especulação, obliterando a sua mudança social pela filosofia da descentralização.

No próximo post, vamos ver as conclusões e um índice de todos os posts desta saga sobre Realidade Social com as série sobre Violência, Poder e Mudança.

Últimas publicações nesta série sobre a Realidade Social: Violência, Poder e Mudança
Introdução:

A Realidade Social: Violência, Poder e Mudança

A - Violência:

Uma Introdução à Violência
Os Conceitos de Violência, Agressão e Agressividade
As teoriasda Violência
Os influenciadores da Violência - Parte Um - Cultura e Contexto Social
Os influenciadores da Violência - Parte 2 - Fatores Sociais, Cognitivos e Ambientais
A ascensão da violência de hoje

B - Poder:

O que é Poder? - Introdução
A Natureza do Poder A Dinâmica do poder: Os Efeitos e as Consequências do poder

C - Mudança:

Mudança e Cultura
As Teorias e Conceitos da Mudança
Fatores que determinam a mudançaOs Caminhos da mudança A Mudança social

Artigos da próxima série de publicações sobre Realidade Social, Violência, Poder e Mudança
C - Mudança:(cont.)

A Mudança social
Conclusão - A série que mudou para uma saga

Referências consultadas:

Les concepts fondamentaux de la psychologie sociale - Gustave-Nicolas Fischer
La psychologie sociale - Gustave-Nicolas Fischer
A dinâmica social-violência, poder, mudança - Gustave-Nicolas Fischer , Planeta/ISPA, 1980
Gustave-Nicolas Fischer é Professor de Psicologia e Diretor do Laboratório de psicologia na Universidade de Metz.
Raven, B. H. e ; Rubin, J. Z. (1976). Social psychology: People in groups
French, J. R. P., e ; Raven, B. H. (1959). The bases of social Power. In D. Cartwright (Ed.),Studies in social Power. Ann Arbor, MI: Institute of Social Research
Castel, R.As metamorfoses da questão social.Vozes, 1998.
Moscovici, S. (1976).Social influence and social change. London: Academic Press.
Michel Foucault, Discipline and Punish: The Birth of the Prison
Festinger, L. (1954). A theory of social comparison processes.
Dahl, R.A. (1957). The Concept of Power
Giddens, Anthony, Capitalism and Modern Social Theory: An Analysis of the Writings of Marx, Durkheim and Max Weber, 1971.
Grabb, Edward G., Theories of Social Inequality: Classical and Contemporary Perspectives,1990.
Weber, Max, Economy and Society: An Outline of Interpretive Sociology,1968.
Lewin, K. (1948) ‘Action Research and Minority Problems’, in G.W. Lewin (ed.),Researching Social Conflicts , New York: Harper and Row
Parsons, T. (1966). Societies: Evolutionary and comparative perspectives.
Levy, A. (1986) Second-order planned change: Definition and conceptualization, Organisational Dynamics, Vol, 15, Issue 1, pp. 5, 19-17, 23
Watzlawick, P., Weakland, J.H., Fisch, R. (1974) Change: Principles of Problem Formation and Problem Resolution. New York, Norton.

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Mais uma série incrível @charlie777pt! Comecei uma serie de reflexão sobre o steemit, e se me autorizar, gostaria de trazer alguns pontos do seu texto para discuti-los, com devida referência.

Sigo sua interpretação do "blocknet", venho pesquisando e tentando elaborar um artigo para apresentar a meus grupos de estudo.

A minha base de referencias, que são diferentes das suas, se convergem em alguns aspectos. Ainda bem que não em todos, precisamos pensar diferente, é difícil muitos entenderem isso, pensar diferente é preciso, é necessário, é o que constrói, desde que haja dialogo, e elaboração, não a procura de uma razão unitária.

Em uma discussão que me motivou a levar a tecnologia blockchain ao meu grupo de estudo em psicanálise, estávamos discutindo o texto - Do sujeito clínico ao político - do S. Thibierge, e tem esse trecho que trarei:

Esse lugar dado hoje ao político, e cujos contornos nós tentamos marcar com grandes traços, é por essência imaginário, isto é, virtual - o que não o impede, naturalmente de ter efeitos muito reais... Ao mesmo tempo que ele se torna assim cada vez mais virtual e unitário, totalizante, observa-se por outro lado uma dessolidarização sensível entre certas reflexões argumentadas, de um lado, e o real do outro, como se o virtual, em posição de comando e em tempo real, constrangesse, nesse caso, a esse tipo de disjunção sistemática.

É uma porta para o potencial de subjetivação, e reflexão, que até então a própria psicanalise estava aguardando o tempo para refletir, e conseguir ver que a barreira do virtual, está alem da própria exclusão do sujeito do laço social. Mesmo que possa ter essa possibilidade, assim como tem-se de outras formas sem o virtual.

C. Melman traz em 2002 no texto Bem público, e bem privado, também uma perspectiva muito interessante.

"Então, adianto-lhes alguma coisa apenas para alimentar sua própria reflexão, pois não ousaria me aventurar a prever qualquer coisa a esse respeito: não está excluído que seja a democratização dos gozos que, de maneira inesperada, venha apagar esse corte inscrito nas sociedades pós-coloniais pela historia que puderam experimentar. Quero dizer que é daí que viria a surgir nesses países em razão do desenvolvimento dos meios de produção, uma forma inesperada de restituição do tecido social tornado coerente pela participação de cada um nos mesmos gozos, e a possibilidade, então, de se reconhecer no outro como sendo parceiro desses gozos assim compartilhados".

No caminho que a Blockchain como um bem público, nos leve a caminhar por uma nova forma de organização social, uma nova forma de ver a clinica, e também de estar aberto aos conceitos de subjetivação da atualidade, onde os sujeitos da ciência, antes excluído pelo gozo, retorna no mundo real com uma disrupção do modelo existente econômico.

Uma nova forma para o capitalismo, uma chance de diminuir a desigualdade, ainda que a acessibilidade ainda seja um problema, a organização do Estado ou serviços do Estado a partir da blockchain, seria um grande avanço. Mesmo assim não podemos esperá-los, ou não irão deixar o capital se descentralizar, continuando o feudalismo moderno, que se mantem aos olhos de quem se dispõe a enxergá-lo.

Espero continuar aprendendo com suas séries. E que possamos trazer ao steemit, textos assim, que nos faça refletir, e trazer nossas referencias. Descentralizar o saber, e produzir. Aposto no projeto @brazilians, como forma de descentralização e fortalecimento da comunidade. Infelizmente muitos que entram não entendem o proposito, e pensam no retorno a curto ou não tem muito a investir, e muitos investidores, seguem concentrando suas rendas, com diferentes finalidades. Venho estimulando o crescimento em comunidade, para que consigamos crescermos juntos, os que se propões a estimular o proof - of - brain que o steemit pode proporcionar. Delego 1000SP, e irei delegar 1500, hoje ou amanhã. Espero que possamos continuar crescente, em um modelo hierárquico, que privilegie os usuários que acreditam nos conceitos do projeto, onde a hierarquia não é unitária, é em cooperação.

Mais uma vez obrigado por poder ler esse texto, e refletir a partir dele, nos renova a esperança da descentralização, de quem veio de classe favorecida, mas experimenta diariamente a miséria que a humanidade pode propiciar, e que o Estado, não chega, por pura e simples centralização, dessa pseudo democracia que vivemos.

Muito obrigado pelo super-comentário/post.
O capitalismo verdadeiro seria a melhor de todas as más teorias políticas se fossem respeitadas as suas regras éticas.
Mas este capitalismo assassinou a ética da livre concorrência pela dominação dos gigantes financeiros que acabam dominando os governos nacionais e que eles esperam incrementar com a sua globalização feita no interesse de alguns.
A verdadeira globalização só é no benefício de todos se for feita pela descentralização que realmente cria a verdadeira economia aberta de mercado partilhado, conforme as regras do capitalismo real.
A comunidade de língua portuguesa apenas representa 3% da economia mundial e parece ter o mesmo valor na economia do Steemit.
Precisamos reunir todos os lusófonos numa só nação da língua comum para aumentar a força por soma das partes, sem que seja necessário uma uniformização, pois os luso falantes entendem-se, bem mesmo escrevendo de maneiras diferentes.
Aqui fica o cartaz que usei para tentar reunir a causa comum da língua, mas o nosso número há um ano e pouco era diminuto.

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Não haja dúvida que a psicologia tem de considerar o novo homem digital a que chamo o biota que cada vez mais afoga o sujeito psicológica.
Talvez este artigo ajude na conceptualização teórica
Os Biotas sonham com uma cidade blockchain?
No futuro as terapias terão de considerar e tratar o "homem digital" resultante da conexão do homem biológico com a virtualidade cibernética.

"A "Blocknet" transcende os territórios físicos dos países e as regras baseadas em centralização de modelos de Estados que querem legislar o que foi criado para ser desregulado e descentralizado e onde o código é Lei feito pela comunidade com propriedade coletiva e consenso tecnológico e social. Jeremy Rifkin, em seu livro recente The Zero Marginal Cost Society: A Internet das Coisas, a Comunidade Colaborativa e o Eclipse do Capitalismo, fala sobre a próxima economia partilhada apoiada por capital social, onde os cidadãos em plataformas descentralizadas com criptografia publicas que substituirão a propriedade privada pelo direito de acesso"

Como sempre obrigado pelo ensino e compartilhar referências @charlie777pt! Venho entendendo melhor a internet das coisas, termo que aprendi esse ano, antes nem conhecia. Concordo plenamente com sua visão, e que deveríamos ultrapassar a barreira dos Estados, em um modelo capitalista com mais equidade. Fico feliz e esperançoso também pela descentralização do saber, e creio que isso terá uma repercussão muito grande no futuro. Obrigado!

O início da partilha do saber começou com o Linus Torvald, gerando a "conspiração" do Open Source e agora do blockchain contra os sistemas centralizados que ocultam o conhecimento para ser usado para o lucro de alguns.
O verdadeiro modelo capitalista, foi prevertido pelos Estados para benifício de uma oligarquia.
Nos próximos posts irei falar sobre "Dialética da Libertação" mas integrando 3 fontes fundamentais da liberdade pessoal, o existencialismo, o anarquismo e o descentralismo, integrando os seu pontos comuns, suas pseudo-contradições e suas extensões para a luta pela liberdade na sociedade atual.
Espero também falar sobre assuntos mais específicos como a psicanálise de cariz existencialista e das suas relações com a anti-psiquiatria a grande arma para a total desestruturação pessoal, como possível ressureição de um novo ser humano na sua unidade e singularidade.

Estarei acompanhando. Ainda tenho questões sobre a descentralização das blockchains, que em teoria também são diferentes da prática. Onde os retentores de maior capital, comandam o mercado, por mais que seja inicial, foge a proposta inicial de descentralização monetária. Podemos ver isso com bitcoin, com o steem, e muitos outros criptoativos. Mas é só o começo também, precisaremos de mais tempo para uma análise com mais veracidade. Muitos projetos estão inciando, e acredito que devemos participar ativamente, pela descentralização aqui também, como ressalta em seus posts. E realmente espero a possível ressurreição de um novo ser humano em sua unidade e singularidade, sendo valorizado e colaborando com o meio que participa com sua singularidade, um mundo inclusivo, e acesso e oportunidades. Vamos seguindo!

Muito Obrigado pelo suporte e pelos comentários construtivos e engradecedores dos posts.
Precisamos encontrar os pontos comuns das filosofias da libertação pessoal e coletiva.
A comunidade crypto tem todas as possibilidades de concentrar as aspirações dos cidadãos desligados de estruturas centralizadoras que estagnam a evolução da Humanidade.
Vou nos próximos posts tentar encontrar os pontos comuns das várias teorias que advogam o descentralismo e a libertação pessoal e estudar as capacidades do novo conceito de descentralização tecnológica e que suporta a participação coletiva nos processos de decisão sobre os destinos dos planeta e das pessoas.

  ·  last year (edited)

A minoria começa a revolução... Depois, a maioria acompanha o fluxo da maré. ;)

Boa, excelente comentário. hehe

Each period changes the system change
Every system has goals and a goal-ending goal is to change the system
A very great article that is really unique and well published

Society is in such a bad shape that we need more a social mutation instead of a simple change.

Es ist ein sehr guter und informativer Teil der Serie

Danke Schön. :)

fabulous one.
Very nice i like it