É papel do Estado definir o que é e o que não é cultura nacional?

in #ptlast year (edited)

O nosso atual secretário especial da cultura Roberto Alvim deixou claro em seu depoimento ontem que acredita que é o Estado que deve definir o que é e o que não é cultura. Disse ele:

"A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes de nosso povo, ou então não será nada", afirmou Alvim nesse vídeo

Engraçado que esse discurso de por o Estado como o agente central a direcionar o que deve e o que não deve ser considerado cultura nacional também foi defendido por outra figura do passado em termos muito parecidos com esse:

“A arte alemã da próxima década será heroica, será ferreamente romântica, será objetiva e livre de sentimentalismo, será nacional com grande páthos e igualmente imperativa e vinculante, ou então não será nada” Joseph Goebbels, Ministro da Propaganda de Hitler, segundo o livro “Goebbles: a Biography” de Peter Longerich

Será que ele se inspirou em Goebbels? Pra mim não restam muitas dúvidas. Então quero aqui deixar o meu protesto que a cultura nacional deve ser descentralizada e espontânea, brotar de um povo livre para se expressar, e não de um governo central qualquer que seja ele, que se julga no direito de dizer o que é e o que não é cultura. E quanto a isso faço minhas as palavras do Deputado Marcel van Hattem:

Fala de Roberto Alvim é absurda, nauseante: o Estado não define o que é e o que não é cultura! Já um governo define quem dele faz e quem dele não faz parte. Quem recita Goebbels e faz pronunciamento totalitário não pode servir a governo nenhum no Brasil e deve ser demitido. Já! fonte


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