POLÍTICA: FaceBook tira do ar 187 páginas e 87 perfis ligados ao MBL

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Na semana passada no Brasil, lá pelo dia 25 de julho, as redes sociais e a internet de modo geral, presenciaram um acontecimento que gerou imensas proporções de todos os lados: a plataforma FaceBook exclui 187 páginas e 87 perfis que estariam ligadas ao MBL. Logo em seguida muitas reações surgiram: mais ao lado da direita e dos apoiadores do MBL, começaram a aparecer críticas ao FaceBook e a forma como as páginas foram tiradas do ar, e tentou se desenvolver uma narrativa de que isto seria alguma perseguição ideológica a sites “de direita” pelo FB. Já do lado mais da esquerda, começaram a surgir postagens de que o FB agiu muito certo, pois já de muito tempo o MBL vinha propagando diversas Fake News (Notícias Falsas), sempre compartilhando de sites “anexos” ou até “laranjas”.

Neste outro artigo do HuffPost, uma explicação a princípio satisfatória é dada por Katie Harbath, diretora do Facebook. Para ela, o FB não remove diretamente as Fake News, e sim combate a proliferação delas, excluindo páginas/perfis falsos e páginas/perfis que demonstrem algum mecanismo sincronizado e automático de geração de conteúdo. Vejamos:

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Reflexões e Implicações:

Bem, vamos refletir um pouco sobre estes eventos. Para mim, estes eventos foram muito úteis para expor as diversas incoerências ideológicas que existem nas nossas percepções políticas sobre como uma nação/país deve funcionar.

Não é novidade que o Brasil vem passando por um processo de extrema polarização política entre esquerda e direita. Isto se traduz em basicamente dois grupos extremos: os que acreditam que é o mercado e a livre iniciativa que devem nortear o desenvolvimento de um país; e aqueles que tendem a ver mais o estado como componente determinante. E depois de muito refletir, cheguei a conclusão que devemos sair desta dicotomia binária oposta para amadurecermos tanto politicamente, como democraticamente.

Ao levarmos em conta esta situação do MBL, que se diz um movimento que defende a liberdade de se empreender, o livre comércio, o mercado e etc … , querer criticar o FaceBook, uma empresa privada (empresas privadas podem fazer o que bem entenderem segundo a livre iniciativa), por ter retirado alguns de seus propagadores de conteúdos da rede, percebemos esta gritante incoerência: se você for mesmo totalmente à favor do livre mercado, não poderá criticar o FaceBook por isso.

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E é justamente esta incoerência que vejo, e como as pessoas foram polarizadas de tal forma, que não conseguem mais compreender que para o atual sistema realmente funcionar de forma eficiente, precisa haver sim tanto o estado como o setor privado, trabalhando eficientemente, cada um na sua alçada.

O engraçado é que parece que ser “de direita” virou uma moda muito forte atualmente, assim como em anos atrás também o era ser “de esquerda”. Mas estas modas vêm apenas enfatizando o caráter extremo de cada ideologia, parecem também ser uma ferramenta de manipulação social, e vem minando diálogos e aproximações muito importantes, que é justamente esta noção de que tanto o estado como o privado precisam ser considerados simultaneamente.

 

Ligando os Pontos e Conclusão:

Já postamos aqui alguns post sobre aspectos políticos. Já lembramos do saudoso político Dr. Enéas neste post, ao perguntarmos se o governo deve ser voltado para o povo ou para o mercado (interesses enconômicos), e enfatizamos como é importante que haja desenvolvimento nacional, que seja investido no mercado interno aqui do país. Sobre a questão do FB excluindo páginas, já mostramos um caso parecido aqui neste post, onde mostramos que o FB estava excluindo muitas páginas em junho, a maioria delas relacionadas a saúde e curas naturais e outros conteúdos alternativos. E sabemos que curas naturais e alternativas são um tema anti-mercado e anti-sistema, porque atacam de frente a indústria da máfia farmacêutica estabelecida, que até a Goldman Sachs admitiu que curar definitivamente uma doença é um mau negócio neste post.

A conclusão que se chega ligando tudo isso, é que não podemos cair nesta manipulação social que nos impulsiona para os extremos, tanto de um lado como do outro. O equilíbrio e o caminho do meio, norteados pelo diálogo mútuo sincero e honesto, se faz necessário, mais do nunca! Ao cairmos para os extremos, automaticamente entramos no conflito mútuo e infinito, e minamos quaisquer possibilidades de união, integração e consenso. Sei que o tema política vem gerando reações exageradas nos últimos anos, mas precisamos compreender e vivenciar este equilíbrio: no atual sistema, estado e setor privado devem trabalhar juntos, de forma eficiente e cada qual no seu campo.

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Conocordo com sua reflexao em termos.... O FB é sim uma empresa privada e portanto tem o direito de controlar o que é postado na sua plataforma. Entretanto, por se tratar de um tipo de mídia, deveria seguir o princípio da liberdade de expressao (que é um dos pilares de qualquer sociedade capitalista), independentemente da opiniao emitida.

Ademais, se for pesquisar, verá que o FB fez uma parceria com o governo federal para justamente controlar a informacao que é veículada na plataforma... e, como todos sabemos, os nossos governos sao todos de esquerda (alguns extremistas e outros nao, mas ainda assim todos de esquerda). Entao, mesmo que nao tenha sido uma perseguicao de cunho ideológico (o que eu duvido que tenha sido o caso), ainda assim creio que seja errado o que o Foicebook fez.


ptgram power

Então, como citei no post, há casos em que o FaceBook tira páginas que não são diretamente ligadas a ideologia "direita". Neste caso, em relação ao MBL, a página deles não foi tirada do ar, e sim reprodutores duvidosos de conteúdo.
A minha teoria é que há uma manipulação muito forte para manter as pessoas nos extremos ideológicos, e muitas dessas manipulações são feitas via Fake News, correntes do Whats e similares.

Rapaz, já parei de usar facebook a muito tempo, assim como ler e assistir jornais de TV, onde as notícias são falsas do mesmo modo. Principalmente em relação a política. Sei que eu não deveria ser tão alienado, ainda mais agora que terei que escolher em quem votar. Quem sabe acompanhando teu blog consiga ficar por dentro de alguma coisa.

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Quer dizer que, sendo o Facebook uma empresa privada ela pode fazer o que quiser, sem prestar contas a ninguém? Desde quando a livre iniciativa propõe isto?


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Primeiramente obrigado pelo comentário. E segundo, me corrija se eu estiver errado, mas muitos dos que leio e acompanho, que se dizem de direita, defensores da liberdade e do livre-mercado, pregam um estado mínimo, e criticam muito as intervenções estatais, argumentando que o estado não deve intereferir de forma alguma. Bom, se isto for realmente a visão deles, e é o que o pessoal do MBL vem "pregando", eles não poderiam reclamar disso a nenhuma instituição estatal, e além disso, se acreditam mesmo no livre-mercado e que ele pode se auto-regular sem o estado, deveriam todos deixar o FaceBook e fundar a sua própria rede social onde poderão divulgar aquilo que desejam. Fazendo assim, estarão sendo coerentes com aquilo que pregam, ao se recorrer a livre-iniciativa de se empreender como saída do problema, e não esperar uma intervenção do estado.