Economia 101 - 016 - A Mão Invisível do Mercado - Parte 02

in #pt2 years ago

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Continuando a falar sobre a mão invisível do mercado...

Para Smith, os preços de todos os bens e serviços tendem a um certo preço justo, apesar das margens serem diferentes de acordo com o produto. Para ele, quando uma margem destoa do que ele chama de preço justo, novas empresas entram no mercado a fim de abocanhar parte daquela margem, e consequentemente abaixam o preço devido ao aumento da oferta. Caso ocorra o inverso, a margem de lucro seja menor do que o preço justo, algumas empresas fecham ou falem, diminuindo a oferta e aumentando a margem novamente a níveis próximos a 'justiça' do preço.

Isso falando logicamente a respeito de momentos comuns, pois em casos de crise, onde o período é relativamente pequeno e a comoção social é alta, existe algo que permite a diferença entre o preço justo e o preço do mercado, no caso por exemplo, da greve dos caminhoneiros.

Uma coisa que é muito importante para o funcionamento do mercado e consequentemente também da mão invisível, é a concorrência, por isso, Smith era totalmente contra o mercantilismo e a presença do Estado na economia, pois um monopólio consegue forçar os preços muito acima do preço justo e consequentemente acabar com a balança do mercado. Para ele, cem mercearias sempre serão melhores do que dez, pois com mais concorrência, mais o mercado poderia se autorregular.

Outro ponto que é salientado pelo Smith é os rendimentos justos e como eles giram dentro da economia. Para ele, os salários dos empregados são gastos para comprar os produtos no mercado, que por sua vez vão para as mãos dos donos dos estabelecimentos, que empregam mais assalariados e consequentemente os pagam com este dinheiro. Além disso, os empreendedores, gastam o dinheiro aumentando o seu negócio e consequentemente ganhando mais e empregando mais pessoas, ou ainda, aumentando os salários para que seus empregados trabalhem mais e ganhem mais, pois se somente o trabalho aumentar e o salário não, eles saem do serviço e vão procurar outro que tenha melhor custo benefício.

Além de todos esses benefícios informados por Smith, a mão invisível do mercado também ajuda o crescimento econômico. Uma das fontes do crescimento econômico é a eficiência que é obtida pela divisão do trabalho, pois com divisão do trabalho os custos diminuem, produzindo mais bens e também consumindo-os, fazendo com que a economia cresça. Com a economia crescendo, os mercados percebem oportunidades de especialização do trabalho. A outra fonte de crescimento econômico é a acumulação de capital, que é movida pela poupança e pela oportunidade de lucro. Não somente os donos de empresas poderiam poupar, mas também seus empregados, criando assim oportunidades de abertura de negócio, aumentando a oferta, e criando novos postos de trabalho.

Apesar de todos os avanços de Smith, a ideia do laissez-faire, existem discussões principalmente com os keynesianos sobre a necessidade de intervenções estatais na economia, uma discussão que perdura os séculos.

Na próxima postagem vamos falar sobre os rendimentos decrescentes.



Roberto Ueti

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