Economia 101 - 015 - A Mão Invisível do Mercado

in #pt2 years ago

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Durante o fim da idade média, as pessoas começaram a se interligar através do comércio, o povo tinha mais liberdade para poder trocar os produtos e serviços por dinheiro ao invés de dá-los ao senhor das terras. Os Estados começaram a se centralizar e a liberdade do mercado começou a operar. Analisando isso, Adam Smith percebeu que todas as pessoas compravam e vendiam seus produtos sem desperdícios e carências, como se fossem conduzidos por alguém. Mas por quem, sendo que não havia ninguém obrigando elas a venderem seus produtos e serviços?

Foi ai que Smith entendeu que os homens eram guiados por uma mão invisível a promover um fim que não fazia parte de sua intenção, ou seja, os indivíduos agem involuntariamente em prol da sociedade como um todo.

Mas a ideia de livre mercado é mais antiga que o próprio Adam Smith. Ela começou com Bernand de Mandeville, um poeta holandês que deixou presente essa ideia de laissez-faire em um de seus trabalhos, intitulado A Fábula das Abelhas. Só para caráter de conhecimento, a expressão laissez-faire vem de outra expressão, laissez-faire la nature, que foi usada por Pierre de Boisguilbert, que significa "deixe a natureza em paz".

Apesar de muitos acharem horrível a ideia do egoísmo, Smith está longe de tentar mostrar isso como sendo algo maléfico, pois para ele, o ser humano era um criatura social, portanto havia uma tendência a querer barganhar, ou seja, discutir sobre o preço e benefícios dos produtos, e consequentemente o conseguir sempre pelo menor preço sem agir de má fé, com lisura e controle moral em suas negociações.

Tomas Hobbes por outro lado dizia que sem uma autoridade forte, a vida do ser humano seria detestável, brutal e curta, assim como Karl Marx dizia que o mercado geraria uma revolução.

Mas na visão de Smith a sociedade era perfeitamente funcional, tanto que ele descreveu o seu sistema de liberdade perfeita e como o mesmo teria resultados positivos. Vamos analisá-lo e verificar se existe uma relação com a realidade:

Todo indivíduo age por interesse próprio, o que leva a uma mistura desordenada de produtos e serviços com preços totalmente diferentes, porém, outras pessoas interesseiras fazem a competição, ou seja, elas tiram proveito da ganância alheia.

Se um vendedor cobrar caro demais por um produto, outro vendedor irá reduzir seu preço, e o outro não conseguirá mais vender seus produtos. Por outro lado, se o empregador paga salários muito baixos, outro empregador pagará mais caro para pegar a mão de obra do outro, e a empresa do primeiro irá a falência.

Portanto, as empresas vão a falência se não pagarem os salários do mercado, e não fizerem os produtos que o mercado exige, pelo preço que as pessoas estão dispostas a pagar, garantindo assim que a mão invisível do mercado imponha a sua ordem.

Alguns anos depois, Friedrich Hayek em 1945, mostrou que os preços nada mais respondem ao conhecimento e aos desejos específicos dos indivíduos, fazendo com que a demanda oscile mais para onde ela é necessária, e menos para onde ela não é necessária. Hayek ainda disse que, mesmo que um governo tentasse planejar a economia, ele não disporia de todo o conhecimento necessário para conseguir fazê-lo de maneira melhor que o mercado, tanto que foi este o motivo pelo qual o comunismo implodiu na antiga União Soviética.

Continuaremos na próxima postagem.



Roberto Ueti

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Good post

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Interessante ver como alguns economistas keynesianos fazem troça de Adam Smith e da Mão Invisível, mas acreditam piamente que dívidas geram riquezas e que o governo tirar de uns para dar a outros pode deixar todos nós em melhores condições.

O problema dos Keynesianos é que eles só pensam no curto prazo. Veja só o New Deal dos EUA. Se não fosse as políticas de gastos públicos, a crise de 1929 seria muito, mas muito menor.

Comentar o início da liberdade do mercado logo após o começo da centralização dos estados da a impressão de que a liberdade começou por causa da centralização dos estados, quando o que acontece é o contrário por causa das intervenções estatais na economia.
Os indivíduos não agem involuntariamente em prol da sociedade e sim de sim mesmo. Que consequentemente traz benefícios para a "sociedade".

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