Economia 101 - 008 - Cálculo da Riqueza de Um País

in #pt2 years ago

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Já falamos na última postagem que antigamente os mercantilistas diziam que a riqueza de um país dava-se pela quantidade de ouro e prata que ele possuía. Com o passar dos tempos, esse conceito arcaico foi dando lugar a uma outra visão de riqueza, que incluía um cálculo bem interessante, que foi criado através da seguinte ideia:

A riqueza de uma nação dá-se pelas pessoas e bens que estão nela...
É possível saber a quantidade de pessoas que vivem no país, bem como a quantidade média de seus gastos...
A multiplicação da quantidade de pessoas pela quantidade média de gastos resulta na renda nacional...
Deduzindo-se a quantidade estimada de lucros e aluguéis, chega-se ao valor total de trabalho...
Logo, se temos o valor total de trabalho, a economia pode ser medida.

William Petty teve a ideia de mensurar a riqueza de um país através deste cálculo em 1670, o que pode ser simples para os dias de hoje, mas naquela época era muito complicado. Petty tentou usar questões empíricas para tentar encontrar o resultado necessário, sem precisar de raciocínio lógico para isso. Seu livro datado em 1690 acabou com a ideia dos mercantilistas que diziam que a Inglaterra estava perdendo sua riqueza, mostrando através de cálculos que ela estava mais rica do que nunca.

Ao invés de usar o raciocínio lógico, que por muitas vezes estava errado, dos mercantilistas, ele utilizou em seus cálculos, valor da terra, capital, tamanho da população, despesas pessoais, salários individuais, preço dos aluguéis entre outras informações. Petty não foi o único que teve essa ideia, Preste, Boisguilbert e King também tinham essa mesma lógica dos números empíricos, que foram utilizados até para dizerem que os países que estavam envolvidos na Guerra dos Nove Anos não tinham como continuá-la além de 1698, o que se mostrou muito coerente já que ela terminou em 1697.

Com a ideia mostrada por Petty, as estatísticas começaram a fazer parte da economia. Hoje, utilizamos um cálculo chamado de PIB (Produto Interno Bruto, que sou totalmente contra em utilizá-lo para definir medida de riqueza de um país, que vou comentar mais na minha série Ancap 101) que nada mais é que o valor dos bens e serviços capitalizados em um determinado país em um determinado momento. Mas o PIB não é o único indicador. Hoje temos o IGP (Índice Genuíno de Progresso) que conta com algumas outras variáveis como, distribuição de renda, criminalidade, poluição, e o IPF que é o Índice de Planeta Feliz, que tem como demais variáveis, o bem-estar humano e o impacto ambiental.

Na próxima postagem vamos falar sobre as empresas de capital aberto.



Roberto Ueti

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Thank you so much for good economy article.I am appreciate your opinion.

muito bacana o texto, mas para eu entender quanto mais riqueza mais qualidade de vida? Ou não necessariamente?


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Dai depende do contexto. Por exemplo, pessoas que vivem em um local onde há mais riqueza tem mais qualidade de vida que as que vivem com menos riqueza, porque estamos analisando o contexto da sociedade como um todo. Agora, se analisarmos atomicamente, a riqueza não está ligada diretamente a qualidade de vida. Um exemplo disso, uma pessoa que tem uma empresa de 10 milhões de dólares, mas não possui caixa para retirar e ter uma qualidade de vida boa. Por mais rico que ele seja próximo a uma pessoa que não tem essa quantidade de dinheiro, ele pode não ter uma qualidade de vida tão boa quanto ela, pois o dinheiro está imobilizado.

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