Biodiversidade Marinha Ameaçada

in #pt7 years ago (edited)
Os oceanos ocupam 70% da superfície do planeta Terra, um espaço que é duas vezes mais extenso que a superfície da Lua e de Marte juntas, abriga 95% da biosfera de nosso planeta e a maior parte de sua biodiversidade. Foi neste ambiente que as primeiras formas de vida surgiram e evoluíram, passando por incontáveis ciclos e sua importância para a saúde do meio ambiente e da própria humanidade é as vezes subestimada.


Responsável pelo clima, disponibilidade de oxigênio, reservas de carbono, além de, devido ao atual estágio de superpopulação humana, uma das mais importantes fonte de alimentos e outros recursos. Sem contar toda a diversidade genética crucial em estudos e pesquisas que podem ser essenciais para a evolução da humanidade.


Por tudo isto, mudanças recentes nos padrões de biodiversidade dos mares acenderam um alerta na comunidade científica e tem constituído um foco de preocupação. A herança da biodiversidade marinha se encontra de fato ameaçada.


As evidências mais claras de alterações nos padrões de biodiversidade dos oceanos estão diretamente relacionadas ao efeito gerado pela atividade pesqueira. Incluem o frequente esgotamento das populações de espécies economicamente importantes e modificações na estrutura das comunidades marinhas, decorrente das lacunas deixadas pela diminuição destas espécies em tais ecossistemas.


As evidências destes impactos podem ser vistas por exemplo no extermínio de grandes vertebrados marinhos como tartarugas, lontras marinhas, leões marinhos, peixes-boi, etc. cuja ausência causou a proliferação de outras espécies que passaram a não ter predadores naturais, assim como profundas reduções de certos habitats como as florestas de macrófitas, os recifes de corais e os bancos de gramíneas marinhas tropicais e subtropicais.


Quando o homem começou a se aventurar na pesca em mar aberto, por volta de 500 anos atrás, disseminou-se a noção errônea de que houvesse um potencial ilimitado de produção pesqueira devido à descoberta constante de novas áreas inexploradas, somado aos desafios da pesca distante de portos seguros. No entanto a evolução tecnológica e de esforço veio aumentando cada vez mais, a ponto da produção pesqueira, em nível global, vir a atingir, durante o século XX, patamares sem precedentes.


Na segunda metade do século XX esta noção começaria a mudar quando colapsos de atividades pesqueiras de diversas escalas passaram a ser documentados e analisados, assim como suas consequências sociais, econômicas e ambientais, e já em fins da década de 90 constatou-se que apenas cerca de 20% dos estoques mundiais estariam sendo explorados de maneira sustentável enquanto os 80% restantes já teriam atingido ou ultrapassado este limite.


Em resposta a este esgotamento, a atividade pesqueira em larga escala, começou a explorar áreas cada vez mais profundas e se direcionar para espécies cada vez menores e mais na base das cadeias alimentares. Utilizando técnicas cada vez mais agressivas, passando a causar danos cada vez mais alarmantes, tais como capturas não intencionais de um elevado número de espécies não importantes economicamente, além da degradação de habitats inteiros, atingindo inclusive aves, tartarugas, tubarões, mamíferos marinhos e corais de profundidade.


Estudos subsequentes mostraram que os efeitos desta atividade claramente reduziram drasticamente a abundância de organismos a níveis improdutivos ou a sua extinção completa, modificaram os habitats essenciais para a manutenção e sustentação das espécies com ou sem importância econômica, entre outros efeitos nocivos não menos importantes provocados pelas tendências da exploração mineral no leito marinho, poluição dos mares, e ocupação das áreas costeiras.


Não faltam indícios de que as ameaças à estabilidade dos ecossistemas marinhos são reais, no entanto as verdadeiras dimensões e consequências desta catástrofe são ainda um tanto imprecisas. Não temos como mesurar adequadamente qual parcela da diversidade marinha está de fato sob ameaça, pois nosso real conhecimento dela é ainda muito pequena.


Para se ter uma ideia, até o ano 2000, estimava-se que aproximadamente 230 mil espécies marinhas haviam sido catalogadas e descritas pela ciência em contraste com mais de 1,5 milhão de plantas e animais terrestres conhecidos. Embora a porcentagem de seres vivos vivendo no mar seja imensamente maior que a terrestre. Ou seja: Estamos destruindo uma enorme parcela de vida e habitats muito antes de que sequer saibamos e tenhamos consciência de sua existência.


Imagens: PixBay


Fonte de pesquisa: CienciaeCultura



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ola, queridaaaa

Como veterinária, eu fico muito triste com isso

Espero que algum dia possamos viver em um mundo com 100% amor e bem melhor para as crianças e a os animaisssssss eooo eoooooo

É verdade ! Também tenho esta esperança. Obrigado pela visita e comentário ! este post faz parte do: Concurso - Escolha o Tema e Ganhe SBI # 11, participando lá e comentando aqui você estará concorrendo a ganhar unidades de SBI. Seja bem vinda.

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Impressionante! e ainda tem a questão do aquecimento global, aumentando o nível da água nos oceanos, diminuição da salinidade, alterando as correntes marinhas, etc.

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verdade, depois quero fazer um post explicando o que podemos fazer para ajudar

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Ótimo texto, parabéns

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Bom trabalho garota

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Good Work !

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