O MITO DE ÍCARO

in #pt8 years ago (edited)

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Olá queridos tubem bem com vocês...? Espero que esteja tudo ótimo....!
Hoje iremos falar um pouco sobre o personagem Ícaro, que ficou muito famoso pela sua morte, quando caiu no mar Egeu.
Você não conheci essa lenda....?
Sério então continue a leitura e conheça o mito de Ícaro, que tem diversas aplicações em nossa vivencia de vida.

Ícaro era filho de Dédalo, um dos homens mais criativos e habilidosos de Atenas. Um dos maiores feitos de Dédalo foi o labirinto do palácio do rei Minos de Creta, para aprisionar o Minotauro. Por ter ajudado Ariadne, a filha de Minos a fugir com Teseu, Dédalo provocou a ira do rei que, como punição, ordenou que Dédalo e seu filho fossem jogados no labirinto.

Dédalo sabia que sua prisão era intransponível, e que Minos controlava mar e terra, sendo impossível escapar por estes meios. "Minos controla a terra e o mar", teria dito Dédalo, "mas não as regiões do ar. Tentarei este meio".

Dédalo projetou asas, juntando penas de aves de vários tamanhos, amarrando-as com fios e fixando-as com cera, para que não se descolassem. Foi moldando com as mãos e com ajuda de Ícaro, de forma que as asas se tornassem perfeitas como as das aves. Estando o trabalho pronto, o artista, agitando suas asas, se viu suspenso no ar.
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Equipou seu filho e o ensinou a voar. Então, antes do voo final, advertiu seu filho de que deveriam voar a uma altura média, nem tão próxima ao Sol, para que o calor não derretesse a cera que colava as penas, nem tão baixo, para que o mar não pudesse molhá-las. Dédalo levantou voo e foi seguido por Ícaro. Eles primeiramente se sentiram como deuses que haviam dominado o ar. Passaram por Samos, Delos e Lebinto. Ícaro deslumbrou-se com a bela imagem do Sol e, sentindo-se atraído, voou em sua direção esquecendo-se das orientações de seu pai, talvez inebriado pela sensação de liberdade e poder.
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A cera de suas asas, começou rapidamente a derreter e logo caiu no mar. Quando Dédalo notou que seu filho não o acompanhava mais, gritou: "Ícaro, Ícaro, onde você está?". Logo depois, viu as penas das asas de Ícaro flutuando no mar. Lamentando suas próprias habilidades, enterrou o corpo numa ilha e chamou-a de Içaria em memória a seu filho. Chegou seguro à Sicília, onde construiu um templo a Apolo, deixando suas asas como oferenda.

Análise do mito

As asas são o símbolo da criatividade e do potencial humano. Embora ambos tivessem asas, Dédalo e Ícaro as obtiveram de formas distintas. Ao passo que Dédalo as forjou, pena por pena, Ícaro as recebeu como herança paterna, ou seja, para Ícaro não foi uma construção, mas sim um presente.

As penas que formam as asas são coladas com a cera das abelhas, criaturas que simbolizam o trabalho paciente sobre a própria natureza. A cera de abelha representa o trabalho e principalmente a experiência obtida por meio desse trabalho.

O sol é a fonte de vida, de alegria; o mar, neste mito, representa os domínios da escravidão, do sofrimento, pois pertenciam ao rei Minos. Aqui aparece o primeiro contraste que nos faz refletir: as asas são forjadas com a soma do espírito criativo aliado ao duro trabalho, em perfeita proporção, ou seja, a visão criativa que se transforma em possibilidade ao ser aliada à experiência concreta.
Mas se não soubermos combinar ambos, nosso vôo rumo a liberdade plena pode ser duramente interrompido.
Ícaro representa aquele personagem que herdou uma grande capacidade, mas não possui a habilidade para usá-la adequadamente e a esbanja, correndo o risco de que, com seus excessos, possa ser jogado ao extremo oposto. Muitas vezes ouvimos falar desse mito no cotidiano, através dos jovens que herdam a fortuna e influência dos pais mas não sabem lidar com as infinitas possibilidades que isso traz e se lançam em uma vida desastrosa, contrariando todas as expectativas. Não é raro percebermos que filhos de grandes personagens se tornam pessoas que só vivem à sombra de seus pais, sem jamais se tornarem alguém com uma trajetória própria; são lembrados como “o filho de Fulano”.

Outras vezes vamos encontrar este personagem encarnado como alguém de grande talento e potencial, mas que não se interessa em aprimorá-los, nem desenvolver os atributos morais para utilizar sabiamente tal capacidade. Tornam-se assim grandes potenciais encarcerados em sua própria auto-imagem de perfeição, mas que cedo ou tarde caem no tormentoso mar da vida porque não souberam encontrar um ponto de equilíbrio.
Veja a analise completa

É... Às vezes vivemos a eterna busca da liberdade, do desconhecido, do impossível... Do inatingível... Não obstante a nossa eterna necessidade de descobertas, inovações e conquistas... Quem pode condenar Ícaro... O mesmo Sonhou... Viveu intensamente (carpe diem). Deslumbrou-se e morreu por seu sonho... Foi doçura, devaneio, convicção, ousadia e entrega, Sim... Esse entregou-se por inteiro ao que acreditava...A liberdade almejada ao extremo... E o perigo que se esconde por trás da beleza do risco... Mas viver é arriscar... Do contrario, que graça teria a vida...?

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