#FILMOTECA# - "Mom and Dad" | "Mãe e Pai" (2017)

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Fonte: Divulgação (Nerdly)

Sinopse: Uma adolescente e seu irmão mais novo tentam sobreviver às 24 horas mais assustadoras de suas vidas quando uma histeria em massa de origens desconhecidas faz com que os pais se voltem violentamente contra seus próprios filhos.

Propondo-se a ser uma mistura dos gêneros gore e trash que provavelmente resultaria em um show de horrores (algo que seria muito bom para alavancar a moral esquecida / perdida desses gêneros tão queridos lá nos anos 80), Mãe e Pai até consegue iniciar um hype, mas não se sustenta nas próprias pernas com um roteiro fraco e que beira o nonsense na maior parte do seu tempo.

Fonte: Divulgação (Hollywood Reporter)

No limiar entre uma vida cotidiana e uma súbita mudança de comportamento com efeitos devastadores, o filme inicia de maneira nostálgica já nos seus primeiros minutos. Exalando o clima cool dos anos 80, os créditos iniciais são uma grata surpresa para um filme desse gênero, mas infelizmente, engana o telespectador porque o que vem em seguida é uma confusão de proporções decepcionantes.

Nicolas Cage e Selma Blair interpretam um casal que vive em um subúrbio relativamente chique. Eles tem dois filmes, uma adolescente problemática e um jovem pré-adolescente que nutre um carinho enorme pelos pais. Porém, tudo muda quando todos os pais que vivem naquele lugar são acometidos por uma vontade incontrolável (algo que não é explicado pelo roteiro em momento algum... a não ser por uma alusão a um comportamento animal, onde as mães matam suas crias) de matar os próprios filhos de maneiras cruéis.

Fonte: Divulgação (Horror Freak)

Tudo se inicia do nada e termina do nada. O roteiro não foca no desenvolvimento de absolutamente nada (apenas dá uma pincelada bem superficial em temas como choque de gerações e crise de meia idade). Sim, é redundante eu me expressar dessa forma, mas é nisso que o filme se resume: a nada. O problema principal aqui é a pretensão de querer ser um filme sério tendo uma premissa totalmente descartável como alicerce cinematográfico.

A tensão aparentemente latente (já que o filme tem um ritmo frenético em boa parte do tempo... principalmente no clímax extremamente caricato) que o roteiro tenta inserir é falha, os personagens são desconexos (parecendo não conversar entre si), a trama é corrida e mal desenvolvida e o resultado disso tudo é uma tremenda perda de tempo... São quase 85 minutos irrecuperáveis.

Fonte: Divulgação (Chicado Tribune)

Em especial, o elenco está bem amador (salvando-se algumas cenas pela aplicação do humor negro pontual em alguns momentos). Cage já não faz um bom filme há séculos e a Blair está bem desinteressante aqui. Ambos tentam transparecer uma loucura que não condiz com suas interpretações... No máximo, o que eles conseguem imprimir na tela são momentos que eram para ser supostamente assustadores, mas que acabam arrancando gargalhadas devido a falta de veracidade e em como tudo está sendo conduzido.

Logo, por falar em condução, a direção do Brian Taylor, faz jus a confusão que é o filme, uma bagunça sem precedentes. Não há o menor resquício de que algum diretor estivesse a frente desse filme. O longe desce de ladeira a baixo e não consegue se reerguer nem quando apela para a violência gratuita (que acabou não sendo tão violenta quanto o esperado) e para um frenesi mais gritante na pseudo construção do seu terceiro ato.

Fonte: Divulgação (Dread Central)

Chegando com uma ideia - a princípio - bem interessante, esse longa prometia um show de insanidades com requintes de crueldades bem acentuadas. Mas não foi bem assim que a coisa aconteceu, porque em síntese, Mãe e Pai é uma baita desapontamento (apesar da usa boa produção, principalmente em aspectos técnicos como a mixagem de som e a edição de cenas) para os fãs do cinema gore / trash.

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