#BOX DE SÉRIES# - "You" (2018)

in boxdeseries •  4 months ago  (edited)

Fonte: Divulgação (Netflix)

Dizem que as pessoas apaixonadas desconhecem limites e que as mais obsessivas sequer já ouviram falar deles. Então, qual seria a barreia que impede aos amantes mais impulsivos de exercer algum tipo de poder sobre a pessoa com a qual estar a se relacionar em um determinado momento?

Talvez, You seja a série que vai, ao menos, começar a te proporcionar um vento norteador para tentar responder a essa pergunta naturalmente tão complexa.

Fonte: Divulgação (Vanity Fair)

O foco central da história está em dois personagens principais: Joe (gerente de uma livraria) e Beck (uma das clientes do lugar que acaba se envolvendo com ele). Assim como em qualquer início de relacionamento, tudo parece promissor... Eles parecem se gostar e se entenderem, mas as coisas começam a ficar um pouco mais complicadas quando Joe desenvolve um comportamento obsessivo com relação a Beck.

Em um primeiro momento a premissa parece até desgastada (porque esse tipo de história já não é lá uma grande novidade... seja em séries de TV ou em filmes), mas tenha a certeza de que você irá se surpreender muito (positivamente falando) com o estilo narrativo que foi empregado nessa série. É algo muito mais desafiador do que já fora apresentado até então.

Fonte: Divulgação (Metro Jornal)

O ritmo da série é instigante e a maneira como a narrativa é apresentada e desenvolvida para o telespectador procura sempre fugir de muitos estereótipos. Embora, ainda que não consiga sucesso em todas suas investidas, o roteiro é muito coeso com a sua finalidade maior: abordar um tema tão complexo (como é o caso da obsessão extrema por uma pessoa) de uma forma didaticamente simples, mas que ao mesmo tempo é profunda em suas mais diversas nuances.

De futuros eternos amantes para "cão e gato", Joe e Beck (interpretados por Penn Badgley e Elizabeth Lail, que por sinal, demonstram uma boa química na tela e uma sinergia no diálogo entre seus personagens) entram em um perigoso jogo que mistura um pouco de cada coisa: amor, paixão, obsessão, sedução, arrependimento, omissão, violência entre outros aspectos.

O envolvimento deles é algo explosivo e gera consequências que nenhum dos dois poderia imaginar (incluindo o próprio telespectador, que ao longo dos episódios se depara com vários twits que intensificam ainda mais a narrativa). Um suspense psicológico bem arquitetado, cheio de reflexões sobre moral e ética (algumas delas aparecendo nas entrelinhas das ações e falas) e que gradualmente se torna mais complexo do que inicialmente se faz parecer.

Fonte: Divulgação (Bustle)

Um dos grandes trunfos aqui, é manter o clima de suspense sempre acima da linha tênue entre o real e o surreal (uma condução assertiva da direção). Às vezes fica até difícil acreditar em como alguém pode tornar-se tão obsessivo por outra pessoa (e a série abusa um pouco desse artifício e mergulha em algumas situações que, de certa forma, desafiam a lógica natural das coisas).

No entanto, a credibilidade na essência de cada personagem (que escondem muitas características complexas em si próprios) e a maneira como cada um deles é desenvolvido (incluindo a maioria dos personagens coadjuvantes, que também são bem interessantes) faz o público comprar a história sem que os mesmos façam muitos questionamentos.

Fonte: Divulgação (IndieWire)

Desenvolvida por Greg Berlanti e Serra Gamble, a série foi produzida pela Warner Horizon Television (em associação com Alloy Entertainment e A&E Studios) e em sua primeira temporada (já renovada uma segunda) teve 10 episódios tendo como base um livro escrito - no ano de 2014 - por Caroline Kepnes.

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