Parte 3 - A Filosofia do Existencialismo: III - O Medo de Pensar

in psicologia •  24 days ago

A Dialética da Libertação: Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo.
Parte 3 - A Filosofia do Existencialismo:
III - O Medo de Pensar

"Eu penso, portanto, sou anormal" - charlie777pt

1. Introdução


Mais uma vez, vou interromper a linha de raciocínio planeado para esta parte da série sobre o Existencialismo, por me ter recordado de algumas ideias pessoais que me surgiram durante as minhas leituras intensivas dos autores á volta desta filosofia da libertação incondicional de cada indivíduo.

Este assunto é totalmente pertinente, porque hoje em dia as pessoas têm muito mais medo de pensar e agir, vivendo em estresse e ansiedade permanentes, que são um empecilho à empatia e simpatia em relação aos outros, e as pessoas estão "falar" umas com as outras, intermediadas por dispositivos, como usar o telefone para escapar da sensação de um verdadeiro encontro face-a-face.
Somos objetos invisíveis para nós próprios, evitando todos os espelhos, que podem refletir o nosso Ser.

"Deve haver melhor em mim do que eu" - Fernando Pessoa em Poesias de Álvaro Campos

Um dos principais temores hoje, é a fuga agonizante ao nosso próprio lado sombrio, usando todo tipo de ecrãs (telas), comida e abuso de substâncias, para manter uma cortina permanente sobre o fluxo real dos nossos pensamentos, e as pessoas tem cada vez mais medo de encarar o espelho dos seus pensamentos e dos seus próprios Eus.
Na minha pós-adolescência, mergulhei no mar do Existencialismo, adaptei-me a respirar sob a água da correnteza dos meus pensamentos, e perdi o medo de me afogar na ambivalência dos meus modos de pensar e nos fantasmas invisíveis herdados da cultura e da sociedade, que bloqueiam o nosso caminho para a autolibertação.
Isto significa que a liberdade começa quando perdemos no nosso terror interior, para procurar o nosso próprio modo de pensar e despir o colete-de-forças imposto socialmente aos nossos pensamentos.

Ao ler os autores que exerceram uma grande influência sobre o Existencialismo, e sobre mim, cheguei à conclusão que as pessoas temem o pensamento livre como receiam a liberdade, e vou escrever pela primeira vez sobre esses velhos pensamentos de há muitas décadas, porque eu sinto que ainda é uma grande abordagem filosófica, para repensar a maneira como nos disseram como pensar.

2- O Medo de Pensar como uma Trangressão

"Estar em minoria, mesmo numa minoria de um, não o faz louco. Existia verdade e mentira, e se você se agarra à verdade mesmo contra o mundo inteiro, não está louco." - Georges Orwell

A civilização funciona como uma tendência para reduzir a nossa consciência e os modos de pensar, bem como diminuir a nossa solidariedade perante todos os seres humanos, atacando os laços sociais e criando um muro de equívocos sobre os padrões impressos e inconscientemente dominantes no nosso modo de pensar, agir e experimentar, como um desajuste de nós mesmos e com os outros.

"As sociedades são mantidas juntas por uma rede de laços sociais e sua solidariedade dá aos indivíduos a sensação de fazer parte de um coletivo e se engajar num projeto maior que o Eu.
A quebra desses laços mergulha os indivíduos em profunda angústia psicológica que leva, em última análise, a atos de auto-aniquilação"
- Chris Hedges

O Big Brother está a observar-nos, ou está dentro da nossa cabeça aprisionando a espontaneidade do nosso Eu, com medos instilados, para evitar de sentir o nosso Ser interior e tentar descobrir o que é real na atual realidade falsa?
O nosso medo de pensar e de nos conhecermos, cria um vácuo existencial como uma máscara, que não permite sentir os outros e a nós próprios, por consequência.

"Não é possível para qualquer pessoa pensante viver numa sociedade como a nossa sem querer mudá-la." - Georges Orwell

Sempre que nos atrevemos a pensar fora da caixa das crenças comuns e das normas sociais, é como nos expormos a uma sensação de abismo, que pode ser sentida como um crime, um pecado, uma má ação ou uma ilegalidade, como uma subconsciência latente que é sentida como uma transgressão, do mesmo modo que o incesto na teoria de Freud.

"É livre para ser um bêbado, um ocioso, um covarde, um caluniador, um fornicador; mas não é livre para pensar por si mesmo." - Georges Orwell

Se uma pessoa se atreve a pensar, está a quebrar a fragilidade das suas crenças sobre a realidade, e a sentir a consciência de si mesmo, está a arriscar a tornar-se um pária, por abrir brechas nas muralhas do poder e na maneira de pensar autorizada, porque quando se decide ignorar as rodas da máquina, começa-se a viver numa zona de perigo, mas com um máximo de auto-segurança crepuscular.

O pensamento livre, como a liberdade de expressão e o jornalismo livre, tornou-se uma interdição, um território onde os seus seguidores são eliminados, o que sempre foi a causa da estagnação social e da evolução humana em nome da ordem social das classes dominantes, em que vivemos hoje.

"Para se ver o que está na frente do nariz precisa de uma luta constante." - Georges Orwell

A Fronemofobia é um conceito construído a partir da palavra grega phron (pensamento) ligado a fobia, ou seja, o medo de pensar, enquanto Mnemofobia é o susto irracional permanente de memórias traumáticas, ou a sua perda, e Eleuterofobia é uma forma extrema do receio da liberdade.

Somos todos seres neuróticos, com alguns Traços de comportamentos fóbicos, como resultado de traumas educacionais e sociais (eu menciono esta fobias como uma espécie de exagero de extremos para nos ajudar a esclarecer a ideia), e então vou indicar alguns dos medos profundos quase invisíveis que limitam a nossa Existência.

Esta situação merece um olhar interior atento, para o descondicionamento da nossa herança cultural arquetípica e a impressão social resultante da interação entre instinto e aprendizagem, que criam ser um ser humano aleijado, mas "normal".

A mais recente história do pensamento tem vido a criar ruturas epistemológicas para romper com a Fronemofobia imposta pela visão religiosa, que tem dominado a nossa civilização ocidental judaico-cristã desde a Idade Média, embebida na sua forma atual de padrões impostos pela sociedade burguesa.

Aprender a pensar é Tabu, é como começar uma guerra contra o Totemismo da ordem social, que trará de volta a rejeição social, e a nossa própria ambivalência de pensamento terá efeitos sobre as percepções da realidade dos outros (com ansiedade), e a sociedade moderna vai disparar de volta , as projeções de negação das pessoas em relação a nós, possivelmente com ódio, para evitar o medo da verdade trazida peloa "pessoa esquisita" que tem a coragem de se questionar a si e á realidade.

"A honestidade intelectual é um crime em qualquer país totalitário" - Georges Orwell

Os nossos medos do mundo exterior são apenas um reflexo da nossa incerteza interior, e não devemos ter medo disso, se colocarmos a tolerância humana e a empatia, como forma de ampliar a compreensão de nós mesmos e das relações com o(s) Outro(s).
Tolerância é sobre o Amor e a Intolerância é a Guerra.
Podemos ver o verdadeiro estado de realidade demente, como a medida da nossa profunda incompreensão e inconsciência, e da nossa capacidade de pensar, como uma dor nauseante e um pânico de sermos afogados numa onda de ansiedade.
Como já citei num antigo post de Steemit, devemos entender qual é o significado de ser "normal".

"O que chamamos de "normal" é um produto da repressão, da negação, da divisão, da projeção, da introjeção e de outras formas de ação destrutiva sobre a experiência". Laing, Ronald D. em "A Política da Experiência política e a ave-do-paraíso"

O nosso profundo sofrimento e ansiedade é a incapacidade de aceitar a ignorância dos nossos eus profundos, e que ainda não sabemos como pensar, num mundo à deriva em que a verdade foi desligada.
A nossa civilização foi construída com base na interdição para pensar, como uma transgressão que ameaça os pilares da estabilidade social e da ordem.
Se decidir aprender a pensar, você é uma ameaça social e uma violação da moralidade, e o sistema reage por ação punitiva ou pode mudar a si mesmo para se ajustar a ela.

O melhor modo revolucionário de vida, já tinha sido nomeado por Sócrates na citação "conheça-se a si mesmo" que o "homem civilizado" evita como uma peste, porque ele foi ensinado a "não pensar", a "não ver", e a "não sentir".
O medo é implementado em nós, eliminando a nossa reflexão crítica, que é a nossa principal defesa para enfrentar a realidade, sentida como uma ameaça à nossa segurança pessoal e ao mesmo tempo funciona como uma barreira para ver o mundo, sentir os outros e compreender a nós mesmos.
A auto-compreensão, que consequentemente cria uma melhor compreensão dos outros, é a melhor auto-cura para a nossa vida espiritual e para reparar a nossa Existência, mas isto exige uma grande coragem pessoal e um grande esforço.

"Quando olho para mim, não me percebo." - Fernando Pessoa

As artes devem empurrar as fronteiras do pensamento crítico, mas hoje ela é quase só centrada no dinheiro, como especulação financeira, apenas para alimentar a necessidade eterna do consumismo capitalista, o grande vilão que temos de estar cientes.
A Arte e comunicação foram estranguladas, principalmente para impedir novas idéias e gerar diálogos, que são a medida real da verdade, mas alguns nichos vanguardistas estão a tentar encontrar maneiras de mostrar o desequilíbrio social da nossa realidade de banda desenhada.
O sonho da liberdade pessoal, contra a soberania do Estado, começou com o movimento da expressão livre suportado pelos cypherpunks, e não é apenas um grande mito, mas uma utopia social proibida na nossa sociedade atual, mas que se pode tornar realizável, se a quiser começar dentro de si.
Vamos criar um libertador catártico pela Política do Ser, e iniciar revoluções que são as mães de toda a evolução.

"Cárcere do Ser, não há libertação de ti ?"
"Cárcere de Pensar, não há libertação de ti ?"
- Fernando Pessoa em Poesias de Álvaro Campos

A Dialética da Libertação: Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo.
Artigos publicados:

I - Anarquismo
II - Existencialismo Próximos posts da Série:
II - Existencialismo(Cont.)
  • O que é o Existencialismo?(Cont)
    • Parte 3 - A Filosofia do Existencialismo : IV - O Significado do Sem Sentido
    • Parte 3 - A Filosofia do Existencialismo : V - Os Jogadores e os Tempos
  • Os "Existencialistas"
    • Parte 1 - Gabriel Marcel - o Neo-socrático
    • Parte 2 - Jean-Paul Sartre - o Homem do Século XX
    • Parte 3 - Simone de Beauvoir - o Castor
    • Parte 4 - Albert Camus - o Absurdista
    • Parte 5 - Merleau-Ponty - O Humanista do Existencialismo
  • Humanismo e Existencialismo
    • Parte 1 - O Medo da Liberdade de Erich Fromm
  • Existencialismo e Anarquismo
  • O Futuro: Pós-Humanismo, Transumanismo e Inumanismo
III - Descentralismo
  • O que é o Descentralismo?
  • A Filosofia do Descentralismo
  • Blockchain e Descentralização
  • Anarquismo, Existencialismo e Descentralismo
IV - A Dialética da Auto-Libertação
  • O Congresso da Dialética da Libertação
  • Psicadelismo e movimentos Libertários e Artísticos
  • O Budismo Zen de Alan Watts
  • Psicanálise e existencialismo
  • O movimento antipsiquiátrico
  • Anarquismo, Existencialismo, Descentralismo e Auto-Libertação
V - Conclusões e Epílogo
Referências:
- charlie777pt on Steemit:
A Realidade Social : Violência, Poder e Mudança
Colectivismo vs. Individualismo
Índice do Capítulo 1 - Anarquismo - desta série - Parte 1 desta Série

Livros:
Oizerman, Teodor.O Existencialismo e a Sociedade. Em: Oizerman, Teodor; Sève, Lucien; Gedoe, Andreas, Problemas Filosóficos.2a edição, Lisboa, Prelo, 1974.
Sarah Bakewell, At the Existentialist Café: Freedom, Being, and Apricot Cocktails with with Jean-Paul Sartre, Simone de Beauvoir, Albert Camus, Martin Heidegger, Maurice Merleau-Ponty, and Others
Levy, Bernard-Henry , O Século de Sartre,Quetzal Editores (2000)
Jacob Golomb, In Search of Authenticity - Existentialism From Kierkegaard to Camus (1995)
Herbert Marcuse, One-Dimensional Man: Studies in the Ideology of Advanced Industrial Society
Louis Sass, Madness and Modernism, Insanity in the light of modern art, literature, and thought (revised edition)
Hubert L. Dreyfus and Mark A. Wrathall, A Companion to Phenomenology and Existentialism (2006)
Charles Eisenstein, Ascent of Humanity
Walter Kaufmann, Existentialism from Dostoevsky to Sartre (1956)
Herbert Read, Existentialism, Marxism and Anarchism (1949 )
Martin Heidegger, Letter on "Humanism" (1947)
Friedrich Nietzsche, The Will to Power (1968)
Jean-Paul Sartre, Existentialism And Human Emotions
Jean-Paul Sartre, O Existencialismo é um Humanismo
Maurice Merleau-Ponty, Sense and Non-Sense
Michel Foucault, Power Knowledge Selected Interviews and Other Writings 1972-1977
Erich Fromm, Escape From Freedom. New York: Henry Holt, (1941)
Erich Fromm, , Man for Himself. 1986
Gabriel Marcel, Being and Having: an existentialist diary
Maurice Merleau-Ponty, The Visible and The Invisible
Paul Ricoeur, Hermeneutics and the Human Sciences. Essays on Language, Action and Interpretation
Brigite Cardoso e cunha, Psicanálise e estruturalismo (1979)
G. Deleuze and F. Guattari, Anti-Oedipus: Capitalism and Schizophrenia


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Muito bom, como sempre. Uma leitura que percorre um campo imenso. É uma perspectiva interessante. Acredito ser um caminho, dentre outros, para amenizar o funcionamento de massas. Ao mesmo tempo que não vejo como ter tecnologia e ao mesmo tempo não estar exposto ao funcionamento de massa, principalmente gerações mais jovens. Também me faz refletir em como constituir limites sociais. Uma sociedade entregue as milhares de formas de prazer, da ciência, dos extremos, acredito que a fobia social também se relaciona ao desprazer em suportar o indeterminado. Indivíduos não desejosos e os que não toleram o desprazer crescem cada vez mais. Como voce traz, e como Freud também trouxe o pensar é um caminho para quebrar esse circuito do existir alienado aos objetos do mundo.

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Hoje há muitos telas intermediando e formatando, silenciosa mas profundamente, uma comunicação deshumanizante entre as pessoas em que a cooperação como colaboração forçada, é centralizadamente definida univocamente pelos donos do poder, da justiça e do dinheiro (hoje estes 3 são a mesma coisa) por poucos priveligiados , que impedem a criação coletiva inovativa suportada pela descentralização por dispersão do poder em equalidade por todos os invivíduos.
O "fantasmático" da tecnologia é um cancro coletivo quase impossivel de extirpar, a não ser que as condições sociais de sobrevivência dos pobres se tornem extremas ou pior que tenha de haver guerras mais generalizadas entre os poderes dos países imperialistas ricos para que a mundo volte a perceber a dor, sangue e destruição dos conflitos armados que marcam cada século da história.
Nestas condições pós-caóticas das guerras, após a paz , a humanidade volta a ter uma nova ascensão e a lembrar-se das citratizes históricas, mas acima de tudo há uma nova explosão cultural, das artes, da filosofia e dum ciência com consciência e mais partilhada, o que gera metamorfoses sociais positivas pois o valor do Homem volta a ser mais forte com uma maior participação social na construção do futuro.
Estamos em temos em que 1 em cada 20 pessoas acha que o Holocausto Nazi é apenas história de quadrinhos e nunca aconteceu, o que mostra que as pessoas mais inseguras dos valores da Verdade (básicamente por falta de educação) que é construida como uma falsidade, atravéz da propaganda fascizante da intolerância.
Estamos na sociedade do prazer imediatista e vazio pois ele é comprado e apenas piora a ansiedade interior por deslocamento do que é real na realidade.
São os valores de longo prazo gerados por verdadeiras catarses de aproximação á Verdade da realidade, nascida da combustão da comunicação interpessoal baseada em tolerância, que cozinham novas visões sobre o Mundo .
É muito satisfatório o fácil o prazer rápido do Sexo e do Corpo, mas quando se transforma em Amor o Corpo é transmutado pelo Imaginário ( mas limitado pela nossa Sintomatologia não consciente que mais tarde irá corroer a relação pelas patologias mútuas) sendo um prazer incomensuravelmente maior e ultra-gratificante, por se ver e sentir essa flor interior da partilha total para nos sentirmos totalmente ligados á árvore do "Ovo Cósmico" como um Todo cósmico que emana a luz da verdadeira Natureza do ser Humano que nasceu para amar.
Mais uma vez muito obrigado meu amigo pela troca de espíritos curiosos e de partilha da experiências, para gerar novas antevisões para a nossa viagem sem fim na procura da realidade e da Verdade para alimentar o cadinho da transmutação alquimíca do Mundo.
E viva a descentralização do Steem blockchain anárquico (O Steemit é que deixa algo a desejar porque concentra poder humano) como máquina que suporta a educação e partilha de experiência Humana como ferramenta que enriquece o nosso conhecimento como facilitador da verdadeira transformação descentralizante que só se materializa se for compartilhada pessoalmente nos nossos encontros com outros humanos.
Por exemplo, na minha comunicação diária com muitas pessoas, tento sempre "vender" a descentralização e o blockchain, o que o torna um valor mais sólido como um "fantasma bom" duma máquina "utópica" que pode melhorar e apoiar a filosofia da partilha do Mundo por todos.
O blockchain é a primeira ciência ou técnica que tem subjacente um corte epistemológica com a realidade, para criar uma re-evolução do pensamento humano e da vida social e económica, bem como facilitar a auto-conscientização individual como a única revolução pacífica para a Humandade.
O príncipio da cooperação descentralizada sem hierarquias, com base na liberdade de expressão e ação individual baseada no debate livre, temperado com Tolerância e Amor, são a melhor forma de instabilidade equilibrada para a governança e prosperidade da espécie nesta nossa nave espacial do Cosmos.

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Exatamente. É o que temos. Temos que buscar e fazer a tecnologia como ferramenta a nosso favor. Sigamos nessa re-revolução do pensamento.

Sobre o retorno do post foi 3,5 steem. Lembro que comentou sobre uma conta para ajudar iniciantes. Podemos fazer se for do seu desejo, ou posso transferir para você. Qualquer coisa me fala. Abçs!

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Excelente texto @charlie777pt.
Na modernidade parecia que o ser humano iria deslanchar, seja no pensamento ou em sociedade, mas não consigo ver onde todos aqueles avanços foram perdidos, ou deixados de lado.
Mas concordo contigo que o medo precisa ser deixado de lado e o auto-conhecimento tem que ser o objetivo principal, talvez desta forma conseguiremos uma sociedade mais justa.
Obrigado por compartilhar seu pensamento!

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Já quase tudo foi escrito em termos de ferramentas para a auto-libertação humana, mas o sistema lentamente enterrou todas as vozes discordantes, através dos devices e seus ecrãs frios, e das pessoas não se querem curar com teorias difíceis de de resultados de longo prazo, apenas paliativos que tragam soluções imediatas em leitura de 7 segundos a 7 minutos que nunca serão gratificantes pois nada acrescentam de valor á cruzada de quem quer exitir mais.
Estas informações não contribuem para a nossa educação e sobre a maneira de pensar, apenas formatam as mentes dos incautos que se submetem ao esvaziamento dos seus valores e do sentido da vida.
Muito obrigado pelo diálogo gerado por um comentário com substância e que origina o debate livre de ideias como a grande solução pacífica do mundo.
Força aí e venha mais seus excelentes artigos de filosofia. :)

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Faz sentido o que vc diz. Obrigado pelos elogios e digo o mesmo, continue seus excelentes textos pois a Filosofia precisa permanecer viva sempre.

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